Nesta
perspectiva, a construção de rodovias passou a representar
o signo desse processo de integração. Ao lado da Transamazônica,
também foram projetadas a Cuiabá-Santarém (BR-163),
a Manaus-Porto Velho (BR-319), a Perimetral Norte
(que deveria ligar Macapá a Manaus, nunca terminada),
além da pavimentação da Belém-Brasília (BR-010) e
da Pará-Maranhão (BR-316). No mesmo diapasão, a Amazônia
tornou-se um objeto específico de políticas de planejamento.
Planejar, em oposição ao improviso (sinônimo de atraso),
também se tornou um dos verbos mais conjugados, na
época,
em Brasília. Assim
,
surgiram os Planos
de Desenvolvimento da Amazônia, os PDA´s,
[3]
que além das rodovias, enfatizava
a necessidade de implementação de projetos de colonização,
a redistribuição de terras desocupadas e a promoção
das agroindústrias.
[4]
A Amazônia, este imenso “vazio
demográfico”, deveria ser imediatamente ocupada, com
a promessa de torná-la um novo paraíso, desta feita,
com o incremento da produção agrícola. Os objetivos
ideológicos do governo, favorecendo a imigração, através
de inúmeros incentivos, visava, antes de mais nada,
os nordestinos. Com isso, pretendia “aliviar as tensões
sociais no Nordeste e ao mesmo tempo reduzir as pressões
a favor de uma reforma agrária”.
[5]
O projeto da Transamazônica, a BR-230,
aparenta-se de fato, ao que costumamos chamar de “faraônico”:
a rodovia deveria começar de dois pontos distintos,
um, de João Pessoa, na Paraíba e outro, do Recife,
em Pernambuco. Esses
dois pontos deveriam se unir em Picos, no Piauí e
daí, atravessando parte do Maranhão, entrar no Pará,
embrenhando-se na
selva pelo Amazonas até atingir Boqueirão da Esperança,
no Acre, já na fronteira com o Peru. Em busca, mais
uma vez de um novo Eldorado, depois do primeiro, o
do boom da borracha, assistimos a partir desse período, um
movimento populacional de mais ou menos 2 milhões
de pessoas, homens e mulheres, que se dirigiram à
Amazônia, em especial para a rota onde a grande rodovia
deveria passar. Em três décadas, cidades como Altamira
ou Itaituba, no Pará, cresceram cerca de 1000%.
Por
outro lado, o sonho dessa grande rodovia, que deveria
atravessar a floresta partindo do litoral brasileiro,
era atingir o Oceano Pacífico. De Boqueirão da Esperança,
no Acre, a estrada deveria, portanto, continuar até
o litoral do Peru. Unir os dois oceanos por meio da
floresta significa, emblematicamente, superar a natureza
inóspita, levando a civilização e o progresso. A nação
“amadurecia” depois de “descobrir as vantagens do
equilíbrio e da ordem, do planejamento, do método,
da continuidade e da convergência”.
[6]
Trata-se agora, de algo bastante
singular, senão inteiramente novo na história da ocupação
da Amazônia: um movimento populacional, de uma imigração
talvez nunca vista na história da região, regulados
inteiramente pelo discurso “científico” do “planejamento”.
Se a imigração nordestina visava abafar conflitos
sociais prementes e que estavam na origem de fortes
movimentos sociais como o das Ligas
Camponesas lideradas por Francisco Julião (lembremos,
neste diapasão, do Cabra marcado para morrer, de Eduardo Coutinho),
a imigração “sulista” (de mineiros, paranaenses, catarinenses
e gaúchos, por exemplo), visava trazer para a Amazônia
a força do “trabalho”. Neste caso, tratava-se de combater
a indolência e a preguiça do “caboclo” (aquele cuja
vida era regulada pelos movimentos da natureza e não
pelos imperativos da sociedade capitalista), considerado
um dos sinônimos do nosso atraso. A história se repete:
alguns séculos atrás, a ação dos jesuítas visava fazer
o mesmo, desta feita, com o índio.
E o que, neste caso, dizia o “planejamento”,
esta nova “ciência”, também nascida para gerir os
movimentos das “populações”, cerne, como sabemos,
do conceito foucaultiano de biopolítica?
[7]
Que, ao longo da rodovia, seriam
criadas agrovilas,
agrópolis
e rurópolis. As agrovilas seriam conjuntos de lotes com casas instaladas
no espaço de
100
hectares
, que deveriam ter uma
escola de 1º grau, uma igreja ecumênica e um posto
médico. As agrópolis, uma reunião de agrovilas, com
serviços bancários, correios, telefones e escola de
2º grau. As rurópolis, por sua vez, um conjunto de
agrovilas.
[8]
Tratava-se, como se vê, de um panóptico a céu aberto, na medida em que essa estruturação tinha
também como finalidade garantir o pleno controle de
seus habitantes. De fato, poucas agrovilas foram implantadas
e apenas uma agrópolis (Brasil Novo) e uma rurópolis
(Presidente Médici), que hoje são municípios do Pará.
Paula Sampaio, fotógrafa mineira
radicada em Belém desde 1982, inicia em 1990 seu projeto
“de documentação fotográfica sobre a colonização,
ocupação e migrações na Amazônia”, tomando como referência
“o cotidiano das comunidades que vivem às margens
das grandes estradas abertas na região nos últimos
30 anos, principalmente as rodovias Transamazônica
e Belém-Brasília”.
[9]
“A primeira viagem foi em junho
de 1990, pra Altamira/PA”, nos conta Paula. “Naquela
época – continua – a gente passava 3 dias na estrada
no verão, de Belém para Altamira (isso se o ônibus
não quebrasse...), no inverno às vezes durava uma
semana”.
[10]
Quando
Paula chegou ao “campo” (a expressão própria à Antropologia
não é por acaso, pois o trabalho de Paula tem um forte
acento etnográfico no sentido de Clifford Geertz),
o quadro que tracei rapidamente acima já havia mudado
bastante. Mas não, evidentemente, para melhor. A crise
do petróleo de 1973 redirecionou a vocação amazônica
para a agricultura, que passa a se voltar para a exploração
dos seus inúmeros recursos minerais. A instalação
da Companhia Vale do Rio Doce no sul do Pará, com
fins de explorar a imensa jazida de ferro da Serra
dos Carajás é o marco mais importante dessa mudança
de rumos. Mas, foi a atividade do “garimpo” que proporcionou
uma outra grande leva migratória para a região. O
mais famoso foi o garimpo de Serra Pelada (comandando
pelo famoso coronel Sebastião Curió, um dos comandantes
do Exército que exterminou o foco guerrilheiro na
região do Araguaia) e que, como nos mostram as famosas
fotografias de Sebastião Salgado, assemelhava-se a
um verdadeiro formigueiro humano. Começou uma verdadeira
“corrida do ouro”, que inchou as cidades já existentes,
que criou vilas e cidades e continuou provocando o
aumento do fluxo migratório. Ouro e miséria, ouro
e prostituição em grande escala, ouro e invasão das
terras indígenas, ouro e conflitos armados de toda
ordem, associados à devastação predatória da floresta.
Na verdade, um outro ouro estava à vista, cuja extração
e comércio corriam paralelo: a madeira.
Nesta perspectiva, o “campo” que
Paula encontrou é aquele que colocava à mostra, de
forma radical, os impactos negativos causados pelas
políticas nascidas em 1964, dentre os quais aqueles
relacionados ao meio-ambiente chamavam a atenção internacional.
Fortes críticas externas e intenso trabalho dos movimentos
sociais – Paula fez sua primeira viagem acompanhando
a mobilização do então Movimento
pela Sobrevivência da Transamazônica
[11]
- forçaram o governo brasileiro,
na década de
1980, a
tentar mudar um panorama
tão desalentador. O assassinato de Chico Mendes, em
dezembro de 1988, foi um marco decisivo nesse processo.
O alcance positivo das medidas que passaram a ser
tomadas, incluídas as de hoje, quando temos à frente
do Ministério do Meio Ambiente uma mulher oriunda
da “floresta”, ainda está longe de nos convencer de
sua eficácia. Um outro assassinato, mais recente,
o da irmã Dorothy, novamente chamou a atenção internacional
para a Amazônia, em especial para o Pará, essa “terra
sem lei” (é essa a expressão do jornal Folha de São Paulo, para se referir ao
Pará).
Paula trabalhou intensamente desde
então: de
1990 a
1994, visitou Novo Repartimento,
Pacajá, Altamira, Brasil Novo, Medicilândia, Uruará
e Placas. De
1996 a
2001, revisitou alguns
municípios e incluiu no seu roteiro Marabá, Rurópolis
e Itaituba, no Pará; Estreito, no Maranhão, onde a
Transamazônica cruza com a Belém-Brasília, Tocantinópolis
(em Tocantins) e Carolina (Maranhão). Em 2004, revisitou
Altamira, Brasil Novo, Medicilândia e Marabá; visitou
Picos, no Piauí, onde as estradas vindas de João Pessoa
e Recife se cruzariam para formar uma só; foi até
Cruzeiro do Sul e Boqueirão da Esperança, no Acre,
onde a estrada, em solo brasileiro, deveria terminar.
Atualmente, o pojeto se encontra na última etapa,
que inclui os municípios de Lábrea, no Amazonas, Jacareacanga,
no Pará e Cabedelo, na Paraíba. Nesse período, de
17 anos, fez aproximadamente 10 viagens. Em 1998,
incluiu no seu projeto a Belém-Brasília, o que tornou
o projeto não só mais abrangente como também mais
completo. Historicamente, essa conexão é também bastante
significativa, pois interligava os dois grandes projetos
de rodovias de integração da Amazônia, o de JK e o
da ditadura militar.
O trabalho de Paula Sampaio dá continuidade
a uma das tradições mais honrosas da fotografia: a
da documentação, associando fotografia e memória.
Uma espécie de vocação clássica e, como tal, bastante
desprestigiada pela vulgata pós-moderna. Entretanto,
um trabalho necessário, indispensável, que faz do
“olho da câmara” não o acessório de um voyeur, dominado de algum modo por uma “curiosidade sádica”. Retomo,
rapidamente, algumas idéias de Walter Benjamin: a
“curiosidade sádica” (é Benjamin interpretando Proust
com as lentes de Freud) implica não só em manter a
absoluta distância entre o sujeito cognoscente e o
objeto a ser apreendido, como também em tornar sinônimos
conhecimento e dominação, verdade e apropriação do
objeto nos seus mínimos detalhes. Em oposição a isso,
Benjamin pensa na experiência da criança com o saber,
onde todos os sentidos são mobilizados, onde o corpo
ainda resiste bravamente à sua redução ao estado de
“vida nua” (Benjamin, Foucault e Agamben, uma bela
constelação para pensarmos o “presente que hoje somos”!),
[12]
onde a visão – que na tradição
ocidental é a atividade sensorial que mais se aproxima
das tarefas superiores da razão – transita e compõe
com os outros sentidos.
Assim, em vez de reduzir os objetos
ao estado de meras “coisas”, essa conjunção dos sentidos,
sem a hegemonia necessária da visão, transforma-os
continuamente, dando-lhes voz e vida, a partir de
uma aproximação mais tátil e, portanto, mais amorosa
e mais erótica, uma “transa-amazônica”.
[13]
Desse modo, o aparelho fotográfico,
em vez de substituto do falo, pode aparentar-se muito
mais à mão da criança que, no escuro, à noite, levanta
de sua cama e, pé ante pé, vai até a cozinha, abre
o armário onde a mãe guarda as suas desejadas guloseimas
e, tateante, procura encontrar o seu doce favorito.
[14]
O trabalho de “documentação” não
é, portanto, inteiramente objetivo, racionalizável
o tempo todo, como se fosse o fruto do planejamento
do fotógrafo, que traça metas, estabelece prazos e
busca resultados. Ele é talvez, fundamentalmente,
tateante, embaraçoso, claudicante, duvidando a toda
hora de si mesmo, colocando em questão os seus propósitos.
Em vez de reproduzir a realidade, ele pode construir,
em relação a ela, uma espécie de “semelhança deslocada”
(outro conceito de Walter Benjamin), permitindo assim
a abertura do sentido, a sua fulguração alegórica.
Durante
todos esses anos
em que Paula Sampaio
foi com freqüência à Transamazônica, lá, certamente,
ela “correu da polícia com o nativo”, para lembrar
a experiência que Geertz relata no seu famoso texto
sobre a briga de galos balinesa.
[15]
O resultado de seu trabalho pode
valer, portanto, como uma “etnografia visual” e que,
por isso mesmo, nos conta uma história. Uma história
de muitos homens e mulheres, de famílias inteiras
que migraram para o Pará, que vieram em busca da “terra
prometida” e encontraram ora o sol escaldante, ora
a chuva torrencial que transforma a “estrada da vida”
num rio de lama e barro. Uma história que transforma
essa região de meu Estado numa Babel de diferentes
“línguas” e sotaques, num caleidoscópio de hábitos
e costumes, numa demarcação geográfica regida pela
memória, pela saudade da “terrinha”, que pode ser
um povoado miserável no sertão nordestino ou no pampa
gaúcho. Trata-se, enfim, de contar um capítulo importante
e decisivo dos processos de condução planejada do
deslocamento das populações, para tentar gerir, apaziguar
ou, no limite, eliminar conflitos e tensões. O resultado,
como sabemos, foi desastroso. E, não por acaso, o
Pará, essa “terra sem lei”, lidera o ranking do trabalho escravo (incluindo as crianças) no Brasil.
Esvaziadas da tentação do esteticismo,
as fotografias de Paula Sampaio nos convidam à reflexão
e, portanto, nos colocam, quando se trata das relações
entre biopolítica e audiovisual, o problema político
da resistência cultural. Nesta perspectiva, é preciso
lembrar que Paula Sampaio faz parte de uma geração
de fotógrafos que, no Pará, está preocupada com “a
construção de um olhar amazônico”,
[16]
um olhar de dentro para dentro,
que não recue diante da tarefa de cortar a própria
carne. Trata-se
de um percurso de longa data, que teve seu marco,
em Belém, com a criação do Espaço Fotoativa, em 1981,
idealizado e dirigido pelo fotógrafo paulista Miguel
Chikaoka, que aportou por aqui há quase três décadas
e ficou. Ainda segundo Ângela Magalhães, “Miguel incorpora
em seu método educacional o sentido lúdico dos processos
artesanais de construção da imagem, incentivando a
elaboração de propostas individuais que condensem
os paradoxos da região amazônica, com o amadurecimento
da linguagem fotográfica”.
[17]
Neste diapasão, Benedito Nunes
destaca o alargamento da perspectiva provocada por
esta geração, que, abandonando uma “fidelidade temática”
a Belém, acaba adquirindo uma “visão sem fronteiras”
da região toda, em uma espécie de “segunda invenção”
da Amazônia.
[18]
Mas, uma “segunda invenção”, certamente,
pressupõe uma Amazônia atravessada pela história,
“arruinada pela história”
[19]
e não mais “à margem da história”,
como na concepção de Euclides da Cunha.
[20]
Não se trata mais, também, de construir
a idealização de um “paraíso perdido” em meio a uma
“terra imatura”.
[21]
Trata-se, ao contrário, como no
trabalho de Paula Sampaio, de expor uma terra devastada
e, ao mesmo tempo, as duras condições de vida da maioria
dos moradores da estrada.
O
sonho, de todo modo, persiste. Na edição deste domingo,
04 de novembro de 2007, o jornal O
Liberal, de Belém, traz uma reportagem sobre a
visita do atual Ministro de Transportes, Alfredo do
Nascimento, a Altamira. A finalidade é “vistoriar
as obras de asfaltamento dos primeiros
85 quilômetros
da rodovia BR-
320, a
Transamazônica, no trecho
entre Altamira e Medicilândia”.
[22]
Para o baiano Neto Portugal, de
43 anos, que chegou a região ainda jovem, a persistência
parece ser a alma do negócio: “Já realizamos um sonho
com a chegada da energia nessa região, mas o asfaltamento
da rodovia é o maior de todos eles, pois é imprescindível”.
[23]
Desde sua inauguração, em 30 de
agosto de 1972, entretanto, a estrada não conseguiu
nem chegar perto dos oito mil quilômetros pretendidos,
para conectar o Norte e o Nordeste do Brasil com o
Peru e o Equador. As imagens captadas pela câmera
de Paula Sampaio, nos seus 14 anos de estrada, constituem,
por conseguinte, um documento precioso, raro, um pequeno
tesouro. E, ao mesmo tempo, um registro igualmente
raro e precioso do que a fotografia, em meio à velocidade
do avanço tecnológico dos meios de captação de imagens,
ainda é capaz de fazer.
Referências
bibliográficas
AGAMBEN, Giorgio.
Homo Sacer –
o poder soberano e a vida nua. Belo Horizonte:
Editora da UFMG, 2002.
BENJAMIN, Walter. Gesammelte
Schriften. Frankfurt: Suhrkamp, 1992, Band II-3.
_________________. Obras
Escolhidas. São Paulo: Brasiliense, 1987, vol.
2.
CASTELFRANCHI, Yurij. Poeiras
e esperanças na Transamazônica de hoje. Disponível
em http://www.comciencia.br/200404/reportagens/07.shtml.
Acesso em 26 set. 2007.
CUNHA, Euclides da. À
margem da história. São Paulo: Martins Fontes,
1999.
FOUCAULT, Michel. História
da Sexualidade. Rio de Janeiro: Graal, 1976, vol.
1.
_________________. Microfísica
do Poder. Rio de Janeiro: Graal, 1979.
_________________. Resumo
dos Cursos do Collège de France (1970-1982). Rio
de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1997.
_________________. Em
defesa da sociedade. São Paulo: Martins Fontes,
2005.
GASPARI, Elio. A
ditadura derrotada. São Paulo: Companhia das Letras,
2003.
GEERTZ, Cliford. A
Interpretação das Culturas. Rio de Janeiro: Jorge
Zahar Editor, 1978.
LADISLAU, Alfredo. Terra
imatura. Belém: Livraria Clássica, 1923.
MAGALHÃES, Ângela. Amazônia: o olhar sem fronteiras.
In: II Fotonorte. Amazônia: o olhar sem fronteiras.
Rio de Janeiro: Funarte, 1998.
Ministro vistoria a Transamazônica. O Liberal, 4 nov. 2007, 1º Caderno, p. 16.
NUNES, Benedito. Amazônia reinventada. In: II Fotonorte. Amazônia: o olhar sem fronteiras,
Rio de Janeiro: Funarte, 1998.
SANTOS FILHO, João Nahum. A Amazônia dos PDA´s: uma palavra mágica?. 1999. Dissertação (Mestrado
em Planejamento e Desenvolvimento Regional) – Núcleo
de Altos Estudos Amazônicos (NAEA)/UFPA.
SERRA, Maurício Aguiar e FERNANDEZ, Rámon Garcia.
Perspectivas de desenvolvimento da Amazônia: motivos
para o otimismo e para o pessimismo. In: Economia
e Sociedade, Campinas, v. 13, nº 2 (23), jul/dez
2004.