Revista Cinética Cultura e Pensamento
Na estrada da vida:
A transa-amazônica de Paula Sampaio
Ernani Chaves Ensaios Críticos


“Nestas margens do Xingu, em plena selva amazônica, o Sr. Presidente da República dá início à construção da Transamazônica, numa arrancada histórica para a conquista deste gigantesco mundo verde”. Eis o que diz a placa que o “Sr. Presidente da República”, isto é, o General Emílio Garrastazu Médici, descerrou no dia 9 de outubro de 1970, incrustada no tronco de uma castanheira, às proximidades da cidade de Altamira, no Pará. Gesto simbólico, eloqüente, espetacular, que foi acompanhado da derrubada de uma árvore de 50 metros em meio à selva. Assim, o governo militar pretendia dar continuidade ao seu projeto de modernização do Brasil (apoiado, como sabemos, numa Doutrina de Segurança Nacional) e, neste projeto, a chamada integração da Amazônia ao resto do país passou a desempenhar um papel fundamental. 1970, não esqueçamos, é um ano crucial na nossa história recente, pois em meio à euforia que contagiou o país pela conquista do tri-campeonato mundial de futebol, o regime militar não só atingia o seu maior recrudescimento (os nossos “anos de chumbo”), como também nos fazia navegar nos mares do “milagre econômico”. [1] Nesta perspectiva, a integração e a ocupação da Amazônia tornou-se uma palavra-chave e um objetivo geopolítico fundamental. Integração passou a ser um princípio básico, aplicado prioritariamente ao Norte e ao Nordeste, regiões consideradas altamente “problemáticas”. Regiões estratégicas, de “segurança nacional”. O slogan “integrar, para não entregar” sintetizava a preocupação com as terras inóspitas, sejam aquelas devastadas pela seca e pela aridez, sejam as que a floresta tornava impenetráveis ao homem. Ao lado deste slogan, um outro – “Brasil: ame-o ou deixo-o” – completava o círculo infernal daqueles tempos. Nas palavras do próprio presidente-ditador, tratava-se de entregar “uma terra sem homens para homens sem terra”. [2]

Nesta perspectiva, a construção de rodovias passou a representar o signo desse processo de integração. Ao lado da Transamazônica, também foram projetadas a Cuiabá-Santarém (BR-163), a Manaus-Porto Velho (BR-319), a Perimetral Norte (que deveria ligar Macapá a Manaus, nunca terminada), além da pavimentação da Belém-Brasília (BR-010) e da Pará-Maranhão (BR-316). No mesmo diapasão, a Amazônia tornou-se um objeto específico de políticas de planejamento. Planejar, em oposição ao improviso (sinônimo de atraso), também se tornou um dos verbos mais conjugados, na época, em Brasília. Assim , surgiram os Planos de Desenvolvimento da Amazônia, os PDA´s, [3] que além das rodovias, enfatizava a necessidade de implementação de projetos de colonização, a redistribuição de terras desocupadas e a promoção das agroindústrias. [4] A Amazônia, este imenso “vazio demográfico”, deveria ser imediatamente ocupada, com a promessa de torná-la um novo paraíso, desta feita, com o incremento da produção agrícola. Os objetivos ideológicos do governo, favorecendo a imigração, através de inúmeros incentivos, visava, antes de mais nada, os nordestinos. Com isso, pretendia “aliviar as tensões sociais no Nordeste e ao mesmo tempo reduzir as pressões a favor de uma reforma agrária”. [5]

O projeto da Transamazônica, a BR-230, aparenta-se de fato, ao que costumamos chamar de “faraônico”: a rodovia deveria começar de dois pontos distintos, um, de João Pessoa, na Paraíba e outro, do Recife, em Pernambuco. Esses dois pontos deveriam se unir em Picos, no Piauí e daí, atravessando parte do Maranhão, entrar no Pará, embrenhando-se  na selva pelo Amazonas até atingir Boqueirão da Esperança, no Acre, já na fronteira com o Peru. Em busca, mais uma vez de um novo Eldorado, depois do primeiro, o do boom da borracha, assistimos a partir desse período, um movimento populacional de mais ou menos 2 milhões de pessoas, homens e mulheres, que se dirigiram à Amazônia, em especial para a rota onde a grande rodovia deveria passar. Em três décadas, cidades como Altamira ou Itaituba, no Pará, cresceram cerca de 1000%.

Por outro lado, o sonho dessa grande rodovia, que deveria atravessar a floresta partindo do litoral brasileiro, era atingir o Oceano Pacífico. De Boqueirão da Esperança, no Acre, a estrada deveria, portanto, continuar até o litoral do Peru. Unir os dois oceanos por meio da floresta significa, emblematicamente, superar a natureza inóspita, levando a civilização e o progresso. A nação “amadurecia” depois de “descobrir as vantagens do equilíbrio e da ordem, do planejamento, do método, da continuidade e da convergência”. [6]

Trata-se agora, de algo bastante singular, senão inteiramente novo na história da ocupação da Amazônia: um movimento populacional, de uma imigração talvez nunca vista na história da região, regulados inteiramente pelo discurso “científico” do “planejamento”. Se a imigração nordestina visava abafar conflitos sociais prementes e que estavam na origem de fortes movimentos sociais como o das Ligas Camponesas lideradas por Francisco Julião (lembremos, neste diapasão, do Cabra marcado para morrer, de Eduardo Coutinho), a imigração “sulista” (de mineiros, paranaenses, catarinenses e gaúchos, por exemplo), visava trazer para a Amazônia a força do “trabalho”. Neste caso, tratava-se de combater a indolência e a preguiça do “caboclo” (aquele cuja vida era regulada pelos movimentos da natureza e não pelos imperativos da sociedade capitalista), considerado um dos sinônimos do nosso atraso. A história se repete: alguns séculos atrás, a ação dos jesuítas visava fazer o mesmo, desta feita, com o índio.

E o que, neste caso, dizia o “planejamento”, esta nova “ciência”, também nascida para gerir os movimentos das “populações”, cerne, como sabemos, do conceito foucaultiano de biopolítica? [7] Que, ao longo da rodovia, seriam criadas agrovilas, agrópolis e rurópolis. As agrovilas seriam conjuntos de lotes com casas instaladas no espaço de 100 hectares , que deveriam ter uma escola de 1º grau, uma igreja ecumênica e um posto médico. As agrópolis, uma reunião de agrovilas, com serviços bancários, correios, telefones e escola de 2º grau. As rurópolis, por sua vez, um conjunto de agrovilas. [8] Tratava-se, como se vê, de um panóptico a céu aberto, na medida em que essa estruturação tinha também como finalidade garantir o pleno controle de seus habitantes. De fato, poucas agrovilas foram implantadas e apenas uma agrópolis (Brasil Novo) e uma rurópolis (Presidente Médici), que hoje são municípios do Pará.

Paula Sampaio, fotógrafa mineira radicada em Belém desde 1982, inicia em 1990 seu projeto “de documentação fotográfica sobre a colonização, ocupação e migrações na Amazônia”, tomando como referência “o cotidiano das comunidades que vivem às margens das grandes estradas abertas na região nos últimos 30 anos, principalmente as rodovias Transamazônica e Belém-Brasília”. [9] “A primeira viagem foi em junho de 1990, pra Altamira/PA”, nos conta Paula. “Naquela época – continua – a gente passava 3 dias na estrada no verão, de Belém para Altamira (isso se o ônibus não quebrasse...), no inverno às vezes durava uma semana”. [10]

Quando Paula chegou ao “campo” (a expressão própria à Antropologia não é por acaso, pois o trabalho de Paula tem um forte acento etnográfico no sentido de Clifford Geertz), o quadro que tracei rapidamente acima já havia mudado bastante. Mas não, evidentemente, para melhor. A crise do petróleo de 1973 redirecionou a vocação amazônica para a agricultura, que passa a se voltar para a exploração dos seus inúmeros recursos minerais. A instalação da Companhia Vale do Rio Doce no sul do Pará, com fins de explorar a imensa jazida de ferro da Serra dos Carajás é o marco mais importante dessa mudança de rumos. Mas, foi a atividade do “garimpo” que proporcionou uma outra grande leva migratória para a região. O mais famoso foi o garimpo de Serra Pelada (comandando pelo famoso coronel Sebastião Curió, um dos comandantes do Exército que exterminou o foco guerrilheiro na região do Araguaia) e que, como nos mostram as famosas fotografias de Sebastião Salgado, assemelhava-se a um verdadeiro formigueiro humano. Começou uma verdadeira “corrida do ouro”, que inchou as cidades já existentes, que criou vilas e cidades e continuou provocando o aumento do fluxo migratório. Ouro e miséria, ouro e prostituição em grande escala, ouro e invasão das terras indígenas, ouro e conflitos armados de toda ordem, associados à devastação predatória da floresta. Na verdade, um outro ouro estava à vista, cuja extração e comércio corriam paralelo: a madeira.

Nesta perspectiva, o “campo” que Paula encontrou é aquele que colocava à mostra, de forma radical, os impactos negativos causados pelas políticas nascidas em 1964, dentre os quais aqueles relacionados ao meio-ambiente chamavam a atenção internacional. Fortes críticas externas e intenso trabalho dos movimentos sociais – Paula fez sua primeira viagem acompanhando a mobilização do então Movimento pela Sobrevivência da Transamazônica [11] - forçaram o governo brasileiro, na década de 1980, a tentar mudar um panorama tão desalentador. O assassinato de Chico Mendes, em dezembro de 1988, foi um marco decisivo nesse processo. O alcance positivo das medidas que passaram a ser tomadas, incluídas as de hoje, quando temos à frente do Ministério do Meio Ambiente uma mulher oriunda da “floresta”, ainda está longe de nos convencer de sua eficácia. Um outro assassinato, mais recente, o da irmã Dorothy, novamente chamou a atenção internacional para a Amazônia, em especial para o Pará, essa “terra sem lei” (é essa a expressão do jornal Folha de São Paulo, para se referir ao Pará).

Paula trabalhou intensamente desde então: de 1990 a 1994, visitou Novo Repartimento, Pacajá, Altamira, Brasil Novo, Medicilândia, Uruará e Placas. De 1996 a 2001, revisitou alguns municípios e incluiu no seu roteiro Marabá, Rurópolis e Itaituba, no Pará; Estreito, no Maranhão, onde a Transamazônica cruza com a Belém-Brasília, Tocantinópolis (em Tocantins) e Carolina (Maranhão). Em 2004, revisitou Altamira, Brasil Novo, Medicilândia e Marabá; visitou Picos, no Piauí, onde as estradas vindas de João Pessoa e Recife se cruzariam para formar uma só; foi até Cruzeiro do Sul e Boqueirão da Esperança, no Acre, onde a estrada, em solo brasileiro, deveria terminar. Atualmente, o pojeto se encontra na última etapa, que inclui os municípios de Lábrea, no Amazonas, Jacareacanga, no Pará e Cabedelo, na Paraíba. Nesse período, de 17 anos, fez aproximadamente 10 viagens. Em 1998, incluiu no seu projeto a Belém-Brasília, o que tornou o projeto não só mais abrangente como também mais completo. Historicamente, essa conexão é também bastante significativa, pois interligava os dois grandes projetos de rodovias de integração da Amazônia, o de JK e o da ditadura militar.

O trabalho de Paula Sampaio dá continuidade a uma das tradições mais honrosas da fotografia: a da documentação, associando fotografia e memória. Uma espécie de vocação clássica e, como tal, bastante desprestigiada pela vulgata pós-moderna. Entretanto, um trabalho necessário, indispensável, que faz do “olho da câmara” não o acessório de um voyeur, dominado de algum modo por uma “curiosidade sádica”. Retomo, rapidamente, algumas idéias de Walter Benjamin: a “curiosidade sádica” (é Benjamin interpretando Proust com as lentes de Freud) implica não só em manter a absoluta distância entre o sujeito cognoscente e o objeto a ser apreendido, como também em tornar sinônimos conhecimento e dominação, verdade e apropriação do objeto nos seus mínimos detalhes. Em oposição a isso, Benjamin pensa na experiência da criança com o saber, onde todos os sentidos são mobilizados, onde o corpo ainda resiste bravamente à sua redução ao estado de “vida nua” (Benjamin, Foucault e Agamben, uma bela constelação para pensarmos o “presente que hoje somos”!), [12] onde a visão – que na tradição ocidental é a atividade sensorial que mais se aproxima das tarefas superiores da razão – transita e compõe com os outros sentidos.

Assim, em vez de reduzir os objetos ao estado de meras “coisas”, essa conjunção dos sentidos, sem a hegemonia necessária da visão, transforma-os continuamente, dando-lhes voz e vida, a partir de uma aproximação mais tátil e, portanto, mais amorosa e mais erótica, uma “transa-amazônica”. [13] Desse modo, o aparelho fotográfico, em vez de substituto do falo, pode aparentar-se muito mais à mão da criança que, no escuro, à noite, levanta de sua cama e, pé ante pé, vai até a cozinha, abre o armário onde a mãe guarda as suas desejadas guloseimas e, tateante, procura encontrar o seu doce favorito. [14] O trabalho de “documentação” não é, portanto, inteiramente objetivo, racionalizável o tempo todo, como se fosse o fruto do planejamento do fotógrafo, que traça metas, estabelece prazos e busca resultados. Ele é talvez, fundamentalmente, tateante, embaraçoso, claudicante, duvidando a toda hora de si mesmo, colocando em questão os seus propósitos. Em vez de reproduzir a realidade, ele pode construir, em relação a ela, uma espécie de “semelhança deslocada” (outro conceito de Walter Benjamin), permitindo assim a abertura do sentido, a sua fulguração alegórica.

Durante todos esses anos em que Paula Sampaio foi com freqüência à Transamazônica, lá, certamente, ela “correu da polícia com o nativo”, para lembrar a experiência que Geertz relata no seu famoso texto sobre a briga de galos balinesa. [15] O resultado de seu trabalho pode valer, portanto, como uma “etnografia visual” e que, por isso mesmo, nos conta uma história. Uma história de muitos homens e mulheres, de famílias inteiras que migraram para o Pará, que vieram em busca da “terra prometida” e encontraram ora o sol escaldante, ora a chuva torrencial que transforma a “estrada da vida” num rio de lama e barro. Uma história que transforma essa região de meu Estado numa Babel de diferentes “línguas” e sotaques, num caleidoscópio de hábitos e costumes, numa demarcação geográfica regida pela memória, pela saudade da “terrinha”, que pode ser um povoado miserável no sertão nordestino ou no pampa gaúcho. Trata-se, enfim, de contar um capítulo importante e decisivo dos processos de condução planejada do deslocamento das populações, para tentar gerir, apaziguar ou, no limite, eliminar conflitos e tensões. O resultado, como sabemos, foi desastroso. E, não por acaso, o Pará, essa “terra sem lei”, lidera o ranking do trabalho escravo (incluindo as crianças) no Brasil.

Esvaziadas da tentação do esteticismo, as fotografias de Paula Sampaio nos convidam à reflexão e, portanto, nos colocam, quando se trata das relações entre biopolítica e audiovisual, o problema político da resistência cultural. Nesta perspectiva, é preciso lembrar que Paula Sampaio faz parte de uma geração de fotógrafos que, no Pará, está preocupada com “a construção de um olhar amazônico”, [16] um olhar de dentro para dentro, que não recue diante da tarefa de cortar a própria carne.  Trata-se de um percurso de longa data, que teve seu marco, em Belém, com a criação do Espaço Fotoativa, em 1981, idealizado e dirigido pelo fotógrafo paulista Miguel Chikaoka, que aportou por aqui há quase três décadas e ficou. Ainda segundo Ângela Magalhães, “Miguel incorpora em seu método educacional o sentido lúdico dos processos artesanais de construção da imagem, incentivando a elaboração de propostas individuais que condensem os paradoxos da região amazônica, com o amadurecimento da linguagem fotográfica”. [17] Neste diapasão, Benedito Nunes destaca o alargamento da perspectiva provocada por esta geração, que, abandonando uma “fidelidade temática” a Belém, acaba adquirindo uma “visão sem fronteiras” da região toda, em uma espécie de “segunda invenção” da Amazônia. [18]

Mas, uma “segunda invenção”, certamente, pressupõe uma Amazônia atravessada pela história, “arruinada pela história” [19] e não mais “à margem da história”, como na concepção de Euclides da Cunha. [20] Não se trata mais, também, de construir a idealização de um “paraíso perdido” em meio a uma “terra imatura”. [21] Trata-se, ao contrário, como no trabalho de Paula Sampaio, de expor uma terra devastada e, ao mesmo tempo, as duras condições de vida da maioria dos moradores da estrada.

O sonho, de todo modo, persiste. Na edição deste domingo, 04 de novembro de 2007, o jornal O Liberal, de Belém, traz uma reportagem sobre a visita do atual Ministro de Transportes, Alfredo do Nascimento, a Altamira. A finalidade é “vistoriar as obras de asfaltamento dos primeiros 85 quilômetros da rodovia BR- 320, a Transamazônica, no trecho entre Altamira e Medicilândia”. [22] Para o baiano Neto Portugal, de 43 anos, que chegou a região ainda jovem, a persistência parece ser a alma do negócio: “Já realizamos um sonho com a chegada da energia nessa região, mas o asfaltamento da rodovia é o maior de todos eles, pois é imprescindível”. [23] Desde sua inauguração, em 30 de agosto de 1972, entretanto, a estrada não conseguiu nem chegar perto dos oito mil quilômetros pretendidos, para conectar o Norte e o Nordeste do Brasil com o Peru e o Equador. As imagens captadas pela câmera de Paula Sampaio, nos seus 14 anos de estrada, constituem, por conseguinte, um documento precioso, raro, um pequeno tesouro. E, ao mesmo tempo, um registro igualmente raro e precioso do que a fotografia, em meio à velocidade do avanço tecnológico dos meios de captação de imagens, ainda é capaz de fazer. 

Referências bibliográficas

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SERRA, Maurício Aguiar e FERNANDEZ, Rámon Garcia. Perspectivas de desenvolvimento da Amazônia: motivos para o otimismo e para o pessimismo. In: Economia e Sociedade, Campinas, v. 13, nº 2 (23), jul/dez 2004. 



[1] SERRA, Mauricio Aguiar e FERNÁNDEZ, Ramón Garcia. Perspectivas de desenvolvimento da Amazônia: motivos para o otimismo e para o pessimismo. In: Economia e Sociedade, Campinas, v. 13, n. 2(23), jul./dez. 2004, p. 112.

[2] Cf. CASTELFRANCHI, Yurij. Poeiras e esperanças na Transamazônica de hoje. Disponível em http://www.comciencia.br/200404/reportagens/07.shtml. Acesso em 26 set. 2007.

[3] SANTOS FILHO, João Nahum. A Amazônia dos PDA’s. Uma palavra mágica?. Dissertação de Mestrado em Planejamento e Desenvolvimento Regional. Núcleo de Altos Estudos Amazônicos da UFPA, 1999.

[4] SERRA, Mauricio Aguiar e FERNÁNDEZ, Ramón Garcia. Perspectivas de desenvolvimento da Amazônia: motivos para o otimismo e para o pessimismo. In: Economia e Sociedade, Campinas, v. 13, n. 2(23), jul./dez. 2004, p. 112.

[5] Idem, idem.

[6] Emilio Garrastazu Médici, Nosso caminho, p. 76. Mensagem ao povo brasileiro no Ano Novo, transmitida em cadeia nacional de rádio e televisão, em 31 de dezembro de 1971. Citado em GASPARI, Elio. A ditadura derrotada. São Paulo: Cia. das Letras, 2003, p. 189.

[7] FOUCAULT, Michel. História da Sexualidade. Rio de Janeiro: Graal, 1976 (em especial o último capítulo); FOUCAULT, Michel. “Nascimento da biopolítica”. In: Resumo dos Cursos do Collège de France (1970-1982). Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1997, p. 87-98; FOUCAULT, Michel. Em defesa da sociedade. São Paulo: Martins Fontes, 2005 (em especial a aula de 17 de março de 1976).

[8] Cf. CASTELFRANCHI, Yurij. Poeiras e esperanças na Transamazônica de hoje. Disponível em http://www.comciencia.br/200404/reportagens/07.shtml. Acesso em 26 set. 2007.

[9] Biografia de Paula Sampaio. Disponível em www.culturapara.art.br/fotografia/paulasampaio/index.htm. Acesso em 12 jul. 2007.

[10] Depoimento ao autor, em outubro de 2007.

[11] Hoje, o Movimento transformou-se na ONG Viver, Produzir e Preservar.

[12] AGAMBEN, Giorgio. Homo sacer – o poder soberano e a vida nua. Belo Horizonte: Editora da UFMG, 2002.

[13] Refiro-me aqui a diversos textos de Walter Benjamin, em especial aos Proust-Papiere (Papéis sobre Proust), dos quais, infelizmente, ainda não se tem tradução brasileira e aos fragmentos da Infância berlinense por volta de 1900.

[14] BENJAMIN, Walter. Infância berlinense por volta de 1900. In: Obras Escolhidas. São Paulo: Brasiliense, 1985, vol. 1.

[15] GEERTZ, Cliford. A Interpretação das Culturas. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1978. Após a proclamação da república, a briga de galos tinha sido proibida em Bali. Entretanto, a população nativa desafiava constantemente essa proibição. Surpreendidos pela chegada da polícia quando assistiam a uma rinha, Geertz e sua mulher, em vez de se apresentarem como “americanos e pesquisadores”, correm da polícia junto com os nativos. Após esse episódio, eles, que até então eram inteiramente ignorados pelos nativos, passam a ser “aceitos” pela comunidade (p. 278-283).

[16] MAGALHÃES, Ângela. Amazônia: o olhar sem fronteiras. In: II Fotonorte. Amazônia: o olhar sem fronteiras. Rio de Janeiro: Funarte, 1998, p. 17.

[17] Idem, idem.

[18] NUNES, Benedito. Amazônia reinventada. In: II Fotonorte. Amazônia: o olhar sem fronteiras. Rio de Janeiro: Funarte, 1998, p. 36.

[19] A expressão é de Michel Foucault em Nietzsche, a genealogia e a história. In: Microfísica do Poder. Rio de Janeiro: Graal, 1979. A expressão, que se refere ao corpo “arruinado pela história” (p. 22), enfatiza a crítica nietzschiana à ausência de “sentido histórico” na tradição filosófica.

[20] CUNHA, Euclides da. À margem da história. São Paulo: Martins Fontes, 1999.

[21] LADISLAU, Alfredo. Terra imatura. Belém: Livraria Clássica, 1923.

[22] Ministro vistoria a Transamazônica. O Liberal, 04 nov 2007, 1º Caderno, p. 16.

[23] Idem, idem.

Ernani Chaves é mestre em Filosofia (PUC-SP) e doutor em Filosofia (USP), com estágios de Pós-Doutorando na Alemanha (TU-Berlin e Bauhaus-Universität, Weimar). Atualmente é bolsista de produtividade do CNPq e Professor da Faculdade de Filosofia e dos programas de Pós-Graduação em Ciências Sociais e Psicologia (UFPA). Autor dos livros Foucault e a Psicanálise e No limiar do moderno: estudos sobre Friedrich Nietzsche e Walter Benjamin.