| bloco de notas That
60s and 80s Show por Leonardo Mecchi É
curioso ver Onde Andará Dulce Veiga?, novo filme de Guilherme de Almeida
Prado, à luz de outro filme prestes a chegar às salas de cinema: Os Desafinados,
de Walter Lima Jr. Um diretor surgido na década de 80, outro nos anos 60; ambos
voltando nestes seus mais recentes trabalhos ao período em que se lançaram no
cinema, tendo como ponto de partida comum a suas tramas o desaparecimento/morte
de uma antiga cantora, que leva seus personagens a reviver traumas ainda não cicatrizados
de seus passados. Nos dois filmes abundam referências cinéfilas (como não poderia
deixar de ser em se tratando desses dois diretores) e musicais, onde Acossado
e "meditação" são apenas as duas mais curiosas e explícitas coincidências. Mas
é onde esses filmes começam a se diferenciar que surge o que há de mais sintomático
na postura de seus diretores. Enquanto Guilherme de Almeida Prado situa diegeticamente
sua narrativa na década de 80, assumindo dessa forma todos os excessos do filme
como parte integrante e fundamental de sua estética, Walter Lima parte do presente
para os anos 60, com uma linguagem anacronicamente perdida nesse ínterim – nem
um olhar contemporâneo para retratar o passado, nem tampouco a emulação de uma
gramática sessentista para registrar aquele período (exceto no filme-dentro-do-filme
dirigido pelo personagem de Selton Mello, não à toa com imagens muitas vezes mais
potentes do que as do próprio filme de Walter Lima). Se em Dulce Veiga
o passado é algo vivo, orgânico, que constantemente irrompe na diegese, em Os
Desafinados ele é algo morto, estanque, passível no máximo de ser rememorado
e exumado para um especial laudatório de TV. Ao menos no que concerne a esses
dois filmes, Guilherme parece estar muito mais bem resolvido com seu passado e
com a herança desse passado no cinema que produz hoje (o que não deixa de ser
uma ótima notícia, vindo de um diretor que não filmava há mais de 10 anos e que
superou sérios problemas de saúde nesse período) do que Walter Lima, que parece
ter se perdido na busca por um cinema de resultados (produção de R$ 7 milhões,
elenco encabeçado por Rodrigo Santoro e Selton Mello, temática popular, filmagem
e decupagem clássicas etc). Não por acaso, a musa inspiradora de Guilherme é encontrada
ao final do filme - reclusa, porém em plena forma -, enquanto a de Walter Lima
está morta desde o início, restando aos seus companheiros apenas lamentar sua
partida em um velho e decadente bordel...
A
questão do evento por Cléber Eduardo Noite
de sexta-feira, sessão nobre, no belo e “da moda” Reserva Cultural, dia de estréia
de A Questão Humana. Na sala, 30 pessoas. Fora da sala, filas e burburinho,
ingressos esgotados para várias sessões dos dias seguintes do Panorama do Cinema
Francês. Um pequeno evento. Muitos falam o idioma da mostra; vários têm a programação
à mão. Comentários sobre as informações lidas em jornais e em sites. "Ganhou
Cannes?" "Dirigiu quais outros?" "Não é o mesmo ator daquele
outro filme?" Resquícios de um tipo de cultura cinematográfica de nosso tempo,
um dos tipos apenas, esse da cultura meio de orelhada, meio de experiência, que
tem sim interesse e amor pelo cinema, como expressão ou como auto-ajuda, mas submissa
ao "evento", a uma motivação individual coadunada com a motivação de
grupo sócio-cultural, que permite a cada um ali pertencer a algo para além de
si, mas sem com isso criar uma experiência de grupo – e sim de capelinhas e de
ilhas em fila. Quantos já viram A Questão Humana? Quantos veriam se o filme
estivesse no Panorama? A Folha de S. Paulo sacou: uma pequena crítica saiu apenas
no sábado, em um lugar do jornal onde costumam colocar os filmes de segunda (linha,
não feira). Uma cultura cinematográfica é construída por todas as forças em jogo.
O frágil bibelô de Guerra
Conjugal por Luiz Soares Júnior Revendo
Guerra Conjugal, de Joaquim Pedro de Andrade (recém-lançado em DVD) me
espanta como o filme, além do grotesco evidente, é melancólico! Há ali a mostra
de uma vida degradada, apodrecida – mesmo e sobretudo no leito do prazer (Ítala
Nandi transando ao lado do marido morto; o casal de velhos; o final). Esse apodrecimento
em vida se liga diretamente a uma “denúncia” do kitsch – nos objetos de
cena, no uso das cores –, colocado aqui como a mise-en-scéne da indústria
cultural, das coisas que a gente compra porque vê pela tv, na novela, e que por
isso mesmo são natimortas – porque não são frutos de uma experiência nossa, vivida,
mas emprestada, sintética, fake por princípio. O filme se constrói muito
em cima deste imaginário classe-média baixa da propaganda, de um visual que trabalha
a beleza pelo que ela tem de comezinho, de frágil, de decadente, de facilmente
consumível e degradável (mesmo quando biodegradável), de lixeira: bibelôs, penhoares,
uma cama em forma de boca. Até no gestual dos atores e na dicção há esta canastrice
de ator de novela de rádio/fotonovela/novela de Janete Clair que é o equivalente
do pingüim de geladeira e de todo arsenal projetivo de representações que se ancoram
numa família caduca, num patriarcalismno autoritário, numa visão caricata e abjeta
do feminino – esteios ideológicos comuns tanto à pornochanchada quanto à novela
e à propaganda da época. Ou seja: numa noção de experiência decadente e barata,
de vivência como algo barato, permutável, vendável. Benjamin fala de Baudelaire
como o primeiro artista que percebeu a nova face da arte em meados do século 19:
um produto entre outros para o balcão de negócios mercenário e filisteu do capitalismo;
experiência ligada à perda da aura, vivência da negação de vivência, entropia
braba da cultura. Aquilo era o começo de tudo. Joaquim Pedro filma aqui uma versão
tupiniquim do velório desta triste história, da degradação da experiência subjetiva
em um monte de clichês e maneirismos que já não dizem respeito ao homem, à sua
história, a uma história; a própria forma do filme, dividido em episódios, mostra
isso: um mosaico congelado de firulas e poses, de “quadros de família” permeados
de morte, sexo culpado e recalcado, de uma vida que não cumpriu o prometido (a
cena inicial com os velhos) e se encaminha decididamente para a repetição do mesmo
ciclo de misérias, na cena final: Agora sim. Agora posso ir para casa. Abraçar
minha mulher, beijar meus filhos. Agora eu me sinto bem.
Pornô-autópsia por
Luiz Soares Júnior Chamar um filme de sexo
de "explícito" é uma redundância: a essência
da pornografia é ser explícita, é esta operação
de tudo mostrar, de nada ocultar. Cinema é uma arte que nasce na dialética
da claridade e da escuridão, do foco e da elipse, do fora de campo e do
contracampo. Estas oposições, máscaras da relação
mais primordial entre ausência e presença que subjaz a toda representação,
artística ou não, é fundamental ao cinema. Mas o cinema pornô
não mostra propriamente, porque mostrar exige que algo esteja, a princípio,
oculto, que não esteja dado - a princípio e por princípio.
Fazer cinema é justamente este "trazer à luz", este mostrar
algo que não estava dado em primeira mão, é ver o que a princípio
ninguém vira, é enfocar a nossa realidade comezinha do cotidiano
sob um outro olhar, um olhar que recorta e devolve ao horizonte da vida aquela
parte modificada. O pornô que, por definição, é explícito
(pornográfico), agora então atingiu a estratosfera desta condição.
Os filmes pornôs de hoje, ao contrário dos seus ingênuos
antepassados dos anos 70 e 80, são verdadeiras aula de anatomia comparada:
escancara-se minuciosamente um corpo para o olhar frio da câmera, com direito
a órgãos genitais sendo dobrados e desdobrados em closes anamórficos
diante dos analistas em seus panóptico (nós, em nossos sofás).
Há aí uma perversa operação psíquica que é
a mesma em ação no ato do conhecimento, do "quebrar o brinquedo
pra ver do que ele é feito", ou de "matar o ganso dos ovos de
ouro". O grau de refinamento desta "mostração" absoluta,
desta vivissecação do corpo é complementado por uma infinitude
de closes e planos-detalhe, enfoques que estilhaçam a figura humana em
partes - partes analisáveis, digeríveis, estudáveis, como
numa lição anatomia, na qual perde-se a noção da totalidade
(síntese significativa, orgânica, humana) em prol de uma representação
analítica, reificada da figura do homem. Não há planos gerais
nestes filmes; não há, portanto, o acesso a um corpo detentor de
um rosto e de um desejo que se expressa de forma holística, a fixação
de uma identidade - e da experiência dela tributária. Tudo nos chega
triturado, fragmentado, mastigado. Literal e metaforicamente - se é que
cabe uma metáfora em tal caso.
Aulas
de cinema, em casa por Eduardo Valente
Tem muita gente que não se importa com os extras dos
DVDs, mas eu particularmente sempre achei que eles eram uma possibilidade riquíssima
de acesso ao processo de realização e pensamento dos realizadores
de um filme. Claro que o mais importante continua sendo o filme, e nesse sentido
realmente importa a qualidade da cópia existente, mas acho um tremendo
desperdício de espaço de informação e de comunicação
com o espectador (para não falarmos aqui em teóricos, críticos,
estudiosos) quando um bom filme sai em uma edição sem qualquer extra.
A prova de que esta constatação não se refere apenas aos
lançamentos mais "arriscados" é o recém-lançado
DVD de Ligeiramente Grávidos, de Judd Apatow. Claramente um lançamento
pensado pela sua distribuidora para satisfazer muito mais o chamado "espectador
comum", seu alvo principal, ainda assim a edição é uma
das mais ricas em conclusões sobre o processo de um realizador. Além
de uma trilha de comentários reveladora muito mais no seu formato do que
no seu conteúdo (mais, afinal, forma é conteúdo!), o DVD
tem extras fascinantes como as cenas "extendidas", que revelam o método
de trabalho de Apatow com seus atores e a sua noção de tempo cômico
(e que ajuda a entender como ele fez duas "comédias leves" que
duram quase duas horas e meia cada), ou ainda o making of de uma seqüência
específica e pouco "essencial" no filme (a da montanha-russa,
logo no começo) que revelam a que ponto Apatow é um fiel da idéia
de "perder o amigo - ou o ator - mas não perder a piada".
Piratas
de arte por Cléber Eduardo A
pirataria de filmes não se contenta mais apenas com as superproduções e com os
filmes coadjuvantes dos grandes estúdios americanos. Também não quer saber somente,
entre os filmes brasileiros, das histórias capazes de vender milhões de unidades.
O mercado informal de DVDs, ao menos na região dos Jardins, em São Paulo, também
está se segmentando. Talvez por se situarem nas proximidades do circuito de arte
da região da avenida Paulista, os vendedores decidiram também investir em títulos
em geral sem lugar nos multiplex, mas com passado recente de exibição nas salas
do corredor cinéfilo da cidade: há cópias dos europeus Lady Chatterley,
4 meses 3 Semanas e 2 Dias, O Caçador de Pipas e A Espiã,
assim como do brasileiro Baixio das Bestas. Nenhum deles teve popularidade
considerável, no máximo tornam-se comentários de um segmento restrito. Mesmo esse
segmento, porém, é público-alvo. Fácil desconfiar porque. Se alguns filmes justificam
o investimento do espectador no ingresso, porque são filmes que ele "não
pode deixar de ver", a maioria deixa o espectador receoso de gastar seu dinheiro
sem convicção. Pois os vendedores de piratas atacam nas duas frentes: há quem
saia das salas e compre o filme já visto, porque gostou e quer tê-lo em casa,
mas também quem compre aquele pelo qual não pagaria a entrada aos preços atuais
– ou ao menos teria muitas dúvidas. Mais
coisas sobre Império dos Sonhos por
Eduardo Valente Por uma série de motivos que não
vêm ao caso, eu acabei perdendo a (breve) passagem de Império dos Sonhos,
de David Lynch, pelas telas de cinema no Rio (e em SP). Eu bem sabia que isso
é absolutamente imperdoável para qualquer crítico com interesse mimimamente sério
no cinema contemporâneo, mas isso se torna ainda mais grave quando chega esta
hora do final de ano de fazer “listas de melhores” (o que não fazemos aqui na
Cinética, mas que eu faço para a Paisà, onde colaboro eventualmente, e para o
prêmio Jairo Ferreira – que vem aí). Como eu sentia que estaria mentindo ao dizer
quais eram os melhores sem sequer passar o olho no filme de Lynch, nesta semana
eu quebrei uma regra pessoal vendo o filme pela primeira vez em DVD (como curiosamente
aconteceu ano passado, em circunstâncias parecidas, com aquele que eu acabei considerando
o melhor filme lançado em nossos cinemas, Miami Vice, de Michael Mann).
Eu bem sei que poderei rever o filme em breve no cinema, nas mostras retrospectivas
de melhores do ano que aportam no Rio e em SP em março (como, de novo, foi o caso
com Mann ano passado), mas, por pelo menos dois motivos, não deixou de ser uma
curiosa experiência ver o filme de Lynch pela primeira vez na edição americana
do DVD, disponível em ao menos uma locadora carioca. Primeiro,
por uma questão que de novo espelha algo da minha experiência com Miami Vice
no ano passado: o filme de Lynch, tal qual o de Mann (embora com interesses muito
distintos) mergulha de cabeça no mundo do cinema captado em digital. Isso significa
dizer, da forma como são exibidos os filmes em nossos cinemas hoje (ou em cópias
35mm realizadas com um cuidado no mínimo frágil pelos laboratórios brasileiros;
ou em cópias digitais baseadas em matrizes de pouca qualidade ou exibidas em equipamentos
sem a tecnologia de ponta em definição de imagem), que ambos os filmes foram adulterados
de alguma maneira ao serem passados no Brasil em cinema. No caso de Lynch, eu
ouvi muitas referências nas críticas que li ao “trabalho com a baixa definição
e a imagem suja” (assim como se falava da “granulação em Miami Vice” no
ano passado). Só que as cópias em DVD de ambos os filmes absolutamente renegam
que esta imagem suja, num caso, e a granulação, no outro, fossem opções autorais
dos realizadores, e sim resultado das cópias em que os filmes foram assistidos.
É fácil saber onde está o “erro”, afinal no DVD não há adulteração após a geração
da matriz, realizada com supervisão muito próxima dos diretores (afinal, eles
sabem que hoje é o DVD que “eterniza” o filme): todas as cópias são reproduções
de um mesmo material, sem a mão de terceiros (como nossos laboratórios ou exibidores
digitais). No caso de Lynch, o cuidado com a imagem do DVD é tamanho que há um
menu disponível antes da exibição do filme, cheio de telas para ajuste de contraste,
cores e brilho do televisor de quem assiste (única última “intermediação” possível)
– realmente não me parece algo que daria em um resultado descuidado frente às
intenções do autor. E na minha TV, após os ajustes efetuados, vi um filme que
assume inúmeras das características do digital, e brinca com elas de maneira impressionante,
mas que em nenhum momento é “sujo” ou “mal definido”, como se disse das exibições
em película ou digital que se fez nos cinemas brasileiros. E aí é que a porca
torce o rabo: será que sem ver estes DVDs estamos realmente “entendendo” estes
filmes nas suas implicações estéticas?? A segunda observação
curiosa é que o DVD americano duplo traz, entre outros extras, uma hora e meia
de material filmado para o projeto sob o título “Other things that happened” (“Outras
coisas que aconteceram”). O título não tem nada de aleatório, e diz muito de como
Lynch trabalha, em especial neste filme: afinal, não se trata aqui do já batido
conceito de “cenas deletadas” (onde ao vermos um material tentamos entender porque
ele saiu do filme, de que maneira o filme mudou sem ele), mas sim de “outras coisas
que aconteceram” com aqueles personagens, com aqueles ambientes, e que ao vermos
logo depois das 3 horas de coisas que já aconteceram, vão se misturando na memória
e no entendimento, tal e qual funciona aliás o filme como um todo. Algumas são
variações sobre cenas que vimos (as prostitutas nas ruas de LA), outras são ampliações
(a conversa de Laura Dern com o esquisito detetive), e outras criam sentidos e
espaços absolutamente novos (como a cena no tal circo dos Balcãs ou uma longa
cena de diálogo entre Dern e Nastassja Kinski – que no filme como vimos só aparecia
de relance nos créditos finais). Com isso, a visão de INLAND EMPIRE no
DVD nos faz de fato, “ver outro filme” – o que ajuda a entender porque um fã americano
chegou a se sentir instado a editar o seu próprio filme, usando partes do DVD
do filme e destas “outras coisas”, criando uma chamada “Edição Breve” de 90 minutos
de duração, a qual ele chegou a exibir em sessão fechada num cinema (mais sobre
isso pode ser lido aqui e
aqui). Outro
fim prematuro? por Felipe Bragança
Desde que conheci a Escola do Audiovisual de Fortaleza, parceria
da Prefeitura de Fortaleza e da UFCE, tive a certeza de que era um dos projetos
audiovisuais mais interessantes de que tive notícia ser implantado no Brasil.
Agora, recebo a notícia de que a escola e a outras atividades da Vila das Artes
(complexo de centros de ensino de artes projetado para a cidade) está correndo
o risco de nunca sair do papel, e que a Escola, que já funcionava em período de
implementação provisória, está interrompendo as atividades por falta de verbas...
Esse aqui abaixo é o e-mail de susto e de apoio que enviei a eles e que aqui gostaria
de publicá-lo pra espalhar esse problema para além das terras cearenses: "Queridos
amigos, Admiro e tenho certeza absoluta da importância, pertinência e singularidade
do projeto audiovisual capitaneado pela presença da Escola de Audiovisual no panorama
da criação de imagens no Ceará e mesmo no Brasil. É assustador e triste saber
que uma iniciativa de tamanha energia, capacidade de mobilização e acumulação
de talentos esteja sendo vítima de desinteresse politíco. Hoje no Brasil, mais
do que formuletas de mercado e mágicas de marketing, já é claro que o fortalecimento
de nossa produção passa pelo fortalecimento de formas alternativas, criativas
e localizadas de agitação e produção audiovisual associada a formas de arte que
saibam estar integradas no universo da cidade que as comporta e também conectados
ao caldo cultural e de consumo disperso do audiovisual contemporânea. O projeto
da Vila das Artes, tal como está no papel e de onde deveria se erguer, está no
mesmo patamar estrutural e conceitual (principalmente) dos Ateliês e centros de
criação audiovisuais de ponta na Europa. É assustador saber que uma iniciativa
de tanta coragem, beleza e potencialidade esteja sendo tratada com tamanho desinteresse.
Fico de cá na torcida, me disponho a fazer tudo que possível para ajudá-los, vou
me comunicar com quem eu achar que é de direito sobre o assunto. Minha torcida,
minha admiração e meu carinho – vida longa a Escola de vocês. Não deixem ela cair
não! Que essa escola podia ser assim tão bonita justamente porque estava dando
estrutura pra gente tão interessada/interessante quanto vocês. Salve a Fortaleza
bonita e que a "cidade da luz" tenha mais carinho, cuidado e consciência
de que é através de olhos cuidadosos, corajosos e reflexivos como os que estavam
sendo ativados pelo trabalho da escola que as identidades podem se renovar, e
os desafios sociais e culturais podem ser traçados diante de uma vida que se torne
cada vez mais, e nunca menos. Cidade luz, cidade meio besta, que ela não deixe
a sua Escola de Cinema se acabar assim! Não faça isso com ela mesma! Beijo pra
vocês, de coração meio apertado por notícia tão terrorista chegar assim com essa
ar de dejà vu... Até breve, espero, Felipe Bragança” ps: para
saber mais sobre a Escola de Audiovisual de Fortaleza e os problemas que ela está
enfrentando - entrem em contato com os alunos da escola que estão se mobilizando:
ocuparviladasartes@yahoo.com.br editoria@revistacinetica.com.br
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